terça-feira, 1 de janeiro de 2013

GUINÉ PORTUGUESA - BISSAU 1971


"FÉ NOS DESTINOS DESTA SAGRADA PARCELA DA NAÇÃO PORTUGUESA" Governador e Cmdt Chefe das Forças Armadas da Guiné Portuguesa  General António de Spínola

Mensagem de Ano Novo em 1 de Janeiro de 1971

Ao iniciar-se este novo ano, as minhas primeiras palavras são de revigorada fé nos destinos desta sagrada parcela da Nação Portuguesa.
O ideal de uma «Guiné Melhor». que preside à acção politico-social de Governo, transforma-se progressivamente numa realidade. E os inequívocos testemunhos a que temos vindo a assistir revelam bem a total adesão do bom Povo da Guiné à causa da liberdade,da paz e do progresso representada pela nossa política de promoção e de justiça social. Encontramo-nos, portanto, no caminho certo. A valorização e dignificação do povo guineense e a construção do seu progresso e bem-estar social continuarão a ser as coordenadas da política do Governo no ano que hoje começa.
Porque preservamos, acima de tudo, a liberdade das gentes que aqui vivem e trabalham, também não conhecerá tréguas a nossa luta contra os que, obstinada e criminosamente, persistam em espalhar a desolação e morte entre um povo que apenas pretende viver livremente e em paz. Esta nossa intransigente determinação não nos impede, porém, de receber fraternalmente todos aqueles que, arrebatados ao seio das suas famílias por falsas promessas,desejem abandonar o caminho da guerra. 
Prosseguiremos assim, neste novo ano, na firme defesa da liberdade e da paz do nosso Povo, e, simultaneamente, nas tarefas de fomento do progresso, que cada vez mais exigem a participação e o esforço de todos. Para tanto, impõe-se que o Povo da Guiné continue determinadamente na construção do seu futuro, uma vez que terá de ser o Povo, com a sua vontade e com o seu esforço, o principal obreiro do seu próprio bem-estar.
Continuaremos também a pautar a nossa linha de conduta à luz da feição caracterizadamente africana e multicultural da Nação Portuguesa, que assume a sua mais eloquente expressão na aglutinação de grupos humanos culturalmente heterogéneos, em plena igualdade de responsabilidades  de direitos e deveres. E na esperança da  instauração de uma nova ordem de paz no continente africano, manteremos o desejo de estreitar as relações de amizade e de franca colaboração com os restantes povos, sobretudo com os nossos vizinhos.
Nesta perspectiva, fieis aos princípios essencialmente humanos da nossa politica e reiterando a nossa fé no futuro da Guiné Portuguesa, certos da razão que nos assiste e confortados com a total, adesão do povo Guineense  continuaremos decididamente a lutar por uma «Guine Melhor». na firme convicção de marchamos na vanguarda da revolução social que conduzirá a África ao encontro consigo mesma.
Mensagem do Governador e Comandante  Chefe das Forças Armadas da Guiné Portuguesa.
Na  imagem, no Cumeré, exortando as tropas recém chegadas ao cumprimento do dever
   

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

ALPOIM CALVÃO HONRA E DEVER "O LIVRO"


ALPOIM CALVÃO  HONRA E DEVER Quase Uma Biografia
Lançamento do livro  no Salão Nobre do quartel de Santo Ovídio ( antigo Quartel General no Porto ) Praça da Républica
Quarta Feira,  28 de Novembro de 2012 ,18:20












A editar...

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

TERTÚLIA FIM DO IMPÉRIO NO PORTO


TERTÚLIA FIM DO IMPÉRIO NO PORTO, 1.º CICLO, programa previsto, 10ª versão, 2012.07.21/11.11, após realização da 1ª sessão:

    1. OBJECTIVO:
     Na reunião realizada, em 2012.05.21, na Messe de Oficiais da Batalha, foi avaliada a viabilidade de realizar no Porto um ciclo experimental com vista à implementação de uma terceira tertúlia, associada ao projecto Fim do Império, e semelhante às tertúlias de Oeiras e de Lisboa, escolhendo-se um dia e horário prioritários para a realização dos encontros mensais. Ficou previsto que o ciclo experimental seria iniciado em novembro, à 2ªquinta-feira, às 16h00 («254»), de modo a não colidir com as outras tertúlias e a permitir a participação, inicial, de voluntários de Lisboa.




     O Projecto Fim do Império é uma iniciativa da Liga dos Combatentes (LC), apoiada pela Comissão Portuguesa de História Militar (CPHM), pelo Município de Oeiras e pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal (SHIP).    
    
     2. QUARTA VERSÃO DE CALENDARIZAÇÃO:
     * 1ª sessão, 2012.11.08: Mágoas do Império, do coronel de Inf ref David Martelo, com autor e cor. Inf.ª Ref.º Almor Alves Serra;
      * 2ª, 2012.12.13: Caleidoscópio, 4.º livro da coleção FI, de t. coronel Inf ref. Rui de Freitas Lopes, incluindo Angola e Moçambique, o autor nasceu em Cedofeita, em 1922; e Guerra em Angola, luzes e sombras, do coronel de Infantaria ref Mário da Ponte (presidente da assembleia geral da LC do Porto, nascido no Brasil, em 1920).
     * 3ª, 2013.01.09: Crónica dos meus últimos dias de Timor, 1.º livro da coleção Fim do Império, de coronel de Inf ref e dr. Rui Marcelino, natural do Porto;
     * 4ª, 2013.02.14: Os Resistentes de Nhala, de Manuel Mesquita (soldado na Guiné, 1969-71);
     * 5ª, 2013.03.14: Ultrajes na Guerra Colonial, de Leonel Olhero (furriel miliciano na Guiné, 1971-73);
     * 6ª, 2013.04.11: As Hienas Também Choram, do arquitecto João Carlos Sarabando (alferes miliciano em Moçambique);
     * 7ª, 2013.05.09: Estranha Noiva de Guerra, de Armor Pires Mota (alferes miliciano na Guiné, 1963-65), com autor e dr. Barroso da Fonte.

     3. METODOLOGIA:
     A metodologia baseia-se na já experimentada na tertúlia de Oeiras, desde janeiro de 2009, e na de Lisboa, desde outubro de 2011.
      Cada autor poderá fazer-se acompanhar de um convidado, na mesa, agradecendo indicação do nome, logo que possível. Os livros em debate poderão ser vendidos na altura.
      O encontro será dividido em duas partes de cerca de 45 minutos cada, como um desafio de futebol, intervindo na 1ª parte apenas a mesa, cerca de 20’ para cada um dos dois preletores; na 2ª parte, haverá inter-acção com a assistência. Após o encerramento, o autor assinará os livros que forem adquiridos, sendo habitual haver um preço de promoção e uma percentagem destinada à continuidade do projecto (20 a 30%). O autor providenciará junto da editora a existência de livros para venda.    

    
     4. EDIÇÔES NO PORTO:
     Em 2012.11.08, graças ao transporte assegurado pela CPHM, o coordenador do Projecto, na companhia do secretário-geral da CPHM, fez chegar à Messe da Batalha, no Porto, os seguintes quantitativos de exemplares de edições da colecção Fim do Império:
     * 1.º livro, de Rui Marcelino: 15 exemplares, estão à guarda do Núcleo do Porto da LC;
     * 2.º livro, de M. Barão da Cunha: 8 exemplares, foi oferecido 1 ao gerente da Messe, capitão Pedro Pinho, e vendidos 2 (por 15€ cada, tendo ficado 3€ para LC Porto e 12 para a continuidade da coleção), restam 5 na LC Porto;
     * 3.º livro, de Carlos Acabado: 8 ex, vendido 1 (por 12€, 3 para LC Porto e 9 para coleção), restam 7;
     * 4.º de Freitas Lopes: 15 ex (por ser um livro a ser debatido na próxima sessão);
     * 5.º de Daniel Gouveia: 8 ex, vendidos 4 (12€, 3 LCP e 9 FI), restam 4;
     * 6.º, de Dias Antunes; 8 ex;
     * 7.º, de Mendes de Matos, 8 ex;
     * 8.º, de Rui Velez, 8 ex, vendido 1 (12€, 3 LCP e 9 FI), restam 7;
     * 1.º caderno: 8 ex (preço de venda 3€, 1 LCP e 2 FI);
     * 2.º caderno: 10 ex, oferecidos 2 a autor e apresentador, restam 8.
     Portanto as edições estão com o Núcleo do Porto, para serem vendidas nas sessões ou nos intervalos destas. Os preços de venda são de 12€, excepto os nº 2 e 9, que são de 15€, ficando uma % para a instituição que vende (Núcleo da LC) e o restante para a continuidade do projecto, ou seja e arredondando, 3€ para quem vende e 9€ para o projecto FI, com excepção dos 2.º e 9.º livros em que são 3€ e 12€, respectivamente. Quanto aos cadernos serão vendidos a 3€, ficando 1€ para quem vende e 2€ para o projecto.
     Também conviria a DC da LC pedir à Livraria «Lello» as receitas que nos devem desde novembro de 2010, antes que «prescreva».

     5. COMO DECORREU A 1ª SESSÃO:
     Decorreu muito bem, com 47 presenças dentro da sala gentilmente cedida pela Messe de Oficiais da Batalha.
     A mesa coordenadora foi presidida pelo t. general Luís Medeiros, comandante do Exército, tendo à sua direita o presidente da assembleia geral do Núcleo do Porto da LC, coronel Mário da Ponte, o autor coronel de Infantaria David Martelo e o apresentador cor. Inf. Almor Alves Serra; e à sua esquerda o cor Cav José Banazol, secretário geral da CPHM, o coronel Inf comando José Belchior, presidente da Direção do Núcleo do Porto da LC, e o cor Cav e dr. Barão da Cunha, coordenador do Projecto.



     O coordenador iniciou a sessão apresentando sumariamente o Projeto, seguindo-se o apresentador e o autor, após o que o coordenador moderou o debate, tendo intervindo, nomeadamente, general Pires Veloso, coronéis Teixeira de Moura, Gonçalves, Alves Serra e David Martelo, dra Alexandra Anjos e ex-furriel miliciano Fernando Aguiar.
     O encerramento foi feito por representantes da CPHM e da LC e pelo presidente da mesa, general Medeiros.

     Em 2012.06.25/11.11, Manuel Barão da Cunha (mbaraocunha@gmail.com), coordenador do projeto Fim do Império.

sábado, 16 de junho de 2012

BATALHÃO DE CAVALARIA 2922 - "BCAV 2922" ESTREMOZ 40 ANOS APÓS O REGRESSO

REGIMENTO DE CAVALARIA Nº 3 ESTREMOZ 16 DE JUNHO DE 2012
LARGO DOS DRAGÕES DE OLIVENÇA - RUA SERPA PINTO - E MONUMENTO AOS COMBATENTES

LARGO DOS DRAGÕES DE OLIVENÇA - A CONCENTRAÇÃO
DO INTERIOR DO QUARTEL E NO LARGO DOS DRAGÕES DE OLIVENÇA VAI AUMENTANDO A AFLUÊNCIA DE COMBATENTES AMIGOS E FAMILIARES DO BCAV 2922
11:06 - A MEMÓRIA AOS CAÍDOS EM COMBATE NA PARADA DOS DRAGÕES DE OLIVENÇA CEDO DE APINHOU DE CAMARADAS FAMILIARES E AMIGOS PARA UM RECONHECIMENTO DOS NOMES DOS HERÓIS "GRAVADOS NA PEDRA"
11: 26 - SALA DE HONRA DO REGIMENTO DE CAVALARIA 3

11:29 - RECEPÇÃO DE SUA EXA SNR CORONEL DE CAVALARIA PAULO GEADA COMANDANTE DO REGIMENTO DE CAVALARIA 3 AOS  COMANDANTES DAS CCS  CAPITÃO MONIZ BARRETO, DA 2948 - CAPITÃO CASTRO NEVES E DO BCAV 2922 O MAJOR CALISTO HOJE TODOS GRADUADOS EM CORONÉIS RES.
11:39 - UMA "GARBOSA E BELÍSSIMA" GUARDA DE HONRA PARA OS HERÓIS DO BCAV 2922
11:39:45 - BOUQUET DE FLORES PARA HONRAR OS QUE «CAÍRAM EM COMBATE

11:39.59 - DEPOSIÇÃO DAS FLORES NA BASE DA MEMÓRIA
11: 40 :11 - MOMENTO DE GRANDE ELEVAÇÃO PARA TODOS OS PRESENTES
11:40: 12 - COR CALISTO 2 CMDT (MAJOR) DO BCAV 2922 GUINÉ 1970 - 1972. 
SNR CORONEL DE CAVALARIA PAULO GEADA COMANDANTE DO REGIMENTO DE CAVALARIA 3 ( Fazendo continência ) E OS COMANDANTES DAS CCS: CAPITÃO MONIZ BARRETO, E DA 2948: CAPITÃO CASTRO NEVES EM SENTIDO EM APRESENTAR ARMAS. ( AMBOS CORONÉIS RES).
EUCARISTIA NA CAPELA PELOS CAÍDOS EM COMBATE E POR TODOS OS QUE NO ENTANTO APÓS FELIZ REGRESSO FALECERAM.
CLAUSTROS DO CONVENTO FRANCISCANO DO SÉCULO XIII
QUARTEL DE CAVALARIA 3
MUSEU DA UNIDADE - GUIÕES DAS  BATALHÕES E COMPANHIAS QUE PRESTARAM COMISSÃO NOS MAIS DIVERSOS TEATROS DE GUERRA

Continuamos a editar

quinta-feira, 26 de abril de 2012

25 DE ABRIL DE 2012 - 38 ANOS MAIS UM DIA DEPOIS PARA REFLEXÃO


Hoje ( 38 anos depois da festa revolucionária que sacudiu o país e trouxe a esperança ao seu Povo) é um dia tristonho, não por causa da chuva, que até continua a fazer bem, mas pelo estado em que os políticos portugueses, com a conivência de quem transformou a esperança em oportunismo fraudulento, puseram Portugal.
Não, não vamos para a rua destruir património, o que nos deixaria ainda mais pobres. Mas há que refletir, aprender com os erros - nossos e/ou dos outros -  que arrastaram o país para o abismo de que se abeira.
Ajudemos a construir uma mentalidade colectiva sólida e eficiente, para que cheguemos, finalmente, a sentir o chão que pisamos - o nosso chão. Mas não abandonemos a utopia que continuará a ser alimento para todos os que sonharam e sonham com um tempo novo onde a paz, a fraternidade e a justiça social se tornem paradigma.
Para os que acreditaram  num Portugal a sério, aqui deixo o meu poema, escrito já em 1993, mas cada vez mais actualíssimo.

Se entenderem que faz sentido reencaminhar, para os vossos contactos, esta mensagem, façam-no, pelo nosso país.

MINHA PÁTRIA MINHA

Minha Pátria!
Minha Pátria minha!
Que luta, para te libertares do cárcere medonho
Onde quase morreste esquecida!
Que sofrimento!
Que raiva!
Que dor!
E o algoz do tempo a falar de amor?!
E a violar-te na imunda cela
Onde te guardava
Com guardas à porta,
Grades na janela,
... E, tu, quase morta!

Minha Pátria!
Que triste provação!
Qual herança sofrida por quem te amou e te ama!
Morreram filhos teus
Sob a noite quase eterna que se abateu...
Houve fome de justiça
-- Esse alimento, esse pão 
Que te roubaram da mão -- 
E a mentira era a mesa
Onde comiam os lobos, sob a qual dormia o cão.

E enquanto o tempo corria
A esperança esperava
E definhava
E gemia,
Arrastando-se no tédio que alastrava!
Mas a fé escapou da infinita agonia
Para gritar
E gritou, gritou, gritou...
E os poetas ouviram
E tua alma, espezinhada, sonhou!
Sonhou ainda,
Sonhou.
E, um dia, Abril chegou.
Aleluia!
E o Sol raiou.

O Sol raiou para todos
E os poetas cantaram.
Teus mortos ressuscitaram,
Tu deste-me a Liberdade
E eu caí em seus braços.

Mas o tempo não parou.
Tu deixaste de sonhar
E o Abril passou.
Deixou-te esta nostalgia
Com que matas as saudades dos teus sonhos.

Tens de voltar a sonhar, Pátria minha!
Tens de voltar a sonhar,
Mesmo que tempos medonhos
venham para te matar.

Mas tu nunca morrerás!

Tens de voltar a sonhar com Abril!
Abril! Que saudade!
Tens de voltar a sonhar,
Mas com um Abril de verdade
Que venha para ficar!

Abril de 1993
in: Sérgio O. Sá, Versos na Guerra - Versos de Paz.


Um cordial abraço

Sérgio O. Sá